Hoje é um dia histórico. A água das chuvas que caíram na Serra da Canastra, quase na divisa
de Minas com São Paulo, no início do ano, vão chegar ao Rio Grande do Norte, depois de
percorrer mais de 3 mil quilômetros. É o eixo leste da transposição do Rio da Unidade
Nacional. Sonho secular, promessa de décadas, finalmente realizado.
Águas mineiras
naturalizadas potiguares. No estado em que Cabral plantou um marco português, em pedra
lioz, com a Cruz da Ordem de Cristo, onde Caminha registrou “águas infinitas”. Agora outro
marco, em água, chega ao interior, no Seridó, confirmando a previsão da carta de 522 atrás.
Por anos, a transposição, agora chegando também ao Ceará, foi promessa eleitoral, com
obras que ficaram se deteriorando, consumindo impostos federais mas mantendo a
chantagem populista de um dia a água chegar, se o voto chegar na urna. Serviu para caixa
dois, para propinas de empreiteiras, como constatou a anulada Lava Jato. Muito dinheiro foi para obras em Cuba, Venezuela, Nicarágua, Moçambique e outros países.
Agora que o
dinheiro aqui ficou, as obras estão sendo concluídas e outras começadas, como as pontes
ligando Rondônia e Acre, Piauí e Maranhão, como centenas de outras obras de infraestrutura.
Com tanto imposto cobrado do brasileiro, o milagre consistiu em não deixar que o dinheiro do
povo saísse pelo ladrão. Nos ministérios, na Petrobras, nas estatais em Geral. A Caixa
Econômica, que já teve Geddel como vice-presidente, agora virou banco social, como é de sua
natureza; na Petrobras, não se faz mais negócio por recomendação de líder de partido
político; no Banco do Brasil, a diretoria é técnica; o BNDES é mesmo banco nacional, e não de
financiamento internacional. Sem estatal a serviço de políticos corruptos, a Itaipu Binacional
pode ajudar os municípios vizinhos, com máquinas e veículos, transformar o aeroporto de
Foz em internacional e erguer uma segunda ponte de ligação com o Paraguai, que vai ser
entregue no meio do ano.
Em pouco tempo, todos esses entes públicos se recuperaram dos prejuízos causados por
aproveitadores do estado; e outro milagre se fez: as contas públicas terminaram o ano com
superávit primário de 65 bilhões. Assim, foi possível não apenas levar água para o Nordeste,
mas resolver dívidas de 1 milhão de estudantes no FIES, aumentar o auxílio Brasil de 190 para
400 reais e aumentar em 33% a base dos professores, só para citar ações desses últimos
dias. Tudo isso durante a pandemia, quando muitos prefeitos e governadores, com aval do
Supremo, mandaram fechar tudo, no lockdown agora desmitificado pela Johns Hopkins.
Ontem, em Salgueiro, Pernambuco, o Presidente entregou o controle de bombeamento das
águas do São Francisco e depois foi a Jati, na região do Cariri, Ceará, e acompanhou a
liberado das águas da barragem que chegarão à região metropolitana de Fortaleza e outras
regiões do Ceará. Hoje assistirá ao milagre das águas, em Jardim de Piranhas, no Rio Grande
do Norte. Assim como o Egito é um presente do Nilo, o São Francisco está sendo um
presente milagroso para o Nordeste. Um milagre que se realiza quando o dinheiro do povo
brasileiro não é desviado. Por isso não faltou dinheiro para desviar as águas do grande rio.

TVCO - PONTES E LACERDA









