Árbitro não presenciou a ofensa e imagens do VAR e da transmissão não identificaram nenhuma evidência da denúncia
O volante Denílson, do Cuiabá, se defendeu de uma acusação de racismo feita pelo atacante Alexandre de Jesus, do Botafogo-SP, alegando ser “negro, nordestino e filho de família simples”, além de ativista contra o preconceito. A denúncia ocorreu durante a partida entre as duas equipes, realizada nesta segunda-feira (30), na Arena Pantanal, pela 14ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
A confusão começou após o término do primeiro tempo, quando Alexandre acusou Denílson de tê-lo chamado de “macaco”. A informação foi registrada na súmula pelo árbitro Lucas Casagrande, que relatou não ter presenciado nem ouvido a suposta ofensa, assim como os demais membros da arbitragem.
O árbitro e o delegado da partida revisaram as imagens do VAR e da transmissão oficial, mas nenhuma evidência foi encontrada para confirmar o relato. Com isso, o segundo tempo começou normalmente, sem punições aos envolvidos.
“Informo que após o término do primeiro tempo, o atleta Alexandre de Jesus Jeruzalem Junior relatou ao árbitro da partida que o atleta Denilson Alves Borges o chamou de “macaco”. O fato narrado pelo atleta não foi visto e/ou ouvido por nenhum membro da equipe de arbitragem no campo de jogo”, diz trecho da súmula de Cuiabá x Botafogo”.
Em nota publicada após o jogo, Denílson negou a acusação. “Não xinguei ninguém durante o jogo. Sou negro, nordestino e filho de família simples. Repudio e não compactuo com qualquer tipo de preconceito ou discriminação”, afirmou, reforçando sua postura de combate ao racismo.
Com a bola rolando após o episódio, o Cuiabá desperdiçou pênalti com Derik Lacerda e sofreu gol de Carrilo na reta final do segundo tempo, resultando na terceira derrota seguida da equipe na competição nacional. Com três resultados negativos consecutivos, o Dourado caiu da terceira para sétima colocação, com 21 pontos conquistados em 14 partidas disputadas.







