O preço do arroz em casca no Brasil segue em trajetória de queda em julho de 2025, operando no menor patamar nominal desde julho de 2022. A informação é do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), que aponta que o Indicador CEPEA/IRGA-RS — que considera arroz com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista — reflete uma pressão conjunta do mercado interno e das cotações internacionais.
A retração nos preços acompanha os recuos observados no mercado externo, mas, no cenário nacional, o principal fator é o aumento significativo da oferta. Segundo dados atualizados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2024/25 deve atingir 12,14 milhões de toneladas, representando um crescimento de 14,8% em relação à safra passada (2023/24), quando foram colhidas 10,58 milhões de toneladas.
Pesquisadores do Cepea explicam que esse aumento expressivo é resultado da ampliação da área cultivada e, principalmente, do avanço da produtividade média — especialmente no arroz irrigado. A elevação da produção, somada à menor demanda externa, tem pressionado os preços no mercado doméstico.
Com esse cenário, produtores relatam margens mais apertadas, enquanto o consumidor final pode se beneficiar de preços mais acessíveis nas prateleiras. A tendência, segundo analistas, é de que o valor do arroz siga em baixa ao longo dos próximos meses, especialmente se o ritmo das exportações não reagir e a oferta interna continuar elevada.








