Atraso no Brasil é causado por clima e maturação lenta; nos EUA, previsão de chuvas favorece expectativas de alta produtividade
A colheita do algodão da safra 2024/25 em Mato Grosso segue em ritmo lento, atingindo apenas 9,75% da área prevista até o último dia 25 de julho, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço semanal foi de 4,33 pontos percentuais, mas o desempenho ainda está 13,98 p.p. abaixo da safra passada e 14,59 p.p. inferior à média dos últimos cinco anos.
As condições climáticas adversas durante o ciclo, associadas ao atraso na abertura dos capulhos em razão das temperaturas mais baixas, têm comprometido o andamento da colheita. O destaque é a região Nordeste de Mato Grosso, com 32,71% da área já colhida, seguida pela região Sudeste (12,21%). A região Oeste, por outro lado, tem o ritmo mais lento, com apenas 4,99%.
A expectativa, segundo técnicos de campo, é de que os trabalhos se intensifiquem nas próximas semanas, especialmente nas áreas de segunda safra, que representam 80,48% da área estimada no estado.
Bom desenvolvimento e perspectiva de produção robusta
Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura (USDA) divulgou na segunda-feira (28) que 55% das lavouras de algodão estão em boas ou excelentes condições, mesmo com uma leve queda de 2 pontos percentuais em relação à semana anterior.
No Texas, principal estado produtor do país, 50% da área está entre as melhores condições, mesmo após fortes chuvas no início de julho. A previsão climática do NOAA aponta para ocorrência de chuvas dentro ou acima da média nas próximas duas semanas, o que pode favorecer ainda mais o desempenho das lavouras.
A combinação entre bom desenvolvimento das plantas e menor abandono de área leva à projeção de uma produção superior à da safra passada nos EUA.
Mercado: preços estáveis e paridade em queda
No mercado internacional, os preços do algodão seguem pressionados pela expectativa de alta na oferta. A paridade do contrato julho/2026 recuou 0,89% na semana, fechando a R$ 137,95/@. O óleo de algodão encerrou a semana cotado a R$ 5.412,43 por tonelada, com queda de 0,39%, mas com preços relativamente estáveis nas últimas semanas.
No câmbio, o dólar Ptax teve leve retração de 0,20%, fechando em média R$ 5,55, influenciado por tensões políticas entre Brasil e Estados Unidos.








