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Trump confirma tarifaço e o Brasil amarga a maior alíquota do ‘pacote’ dos EUA

Publicado em: 01/08/2025
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A medida, segundo a Casa Branca, visa responder a práticas comerciais consideradas injustas e proteger os interesses econômicos do governo norte-americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na noite de ontem (31) uma ordem executiva que modifica e amplia as tarifas recíprocas aplicadas a diversos países. As novas alíquotas variam entre 10% e 41%, e atualizam os percentuais definidos em cartas enviadas pelo governo americano em julho e entram em vigor a partir de 7 de agosto.

A medida, segundo a Casa Branca, visa responder a práticas comerciais consideradas injustas e proteger os interesses econômicos dos EUA. Após a atualização, o Brasil segue com a maior taxa, de 50%.

No caso do Canadá, a tarifa foi elevada de 25% para 35%. “Em resposta à contínua inação e retaliação do Canadá, o presidente Trump considerou necessário aumentar a tarifa de 25% para 35% para lidar efetivamente com a emergência existente”, afirmou a Casa Branca.

Além do Canadá, outros países também foram incluídos na nova rodada de tarifas, como Síria, Israel e África do Sul.

A lista abaixo reúne todos os países taxados pelos Estados Unidos, com os percentuais atualizados:

Afeganistão — 15%

Argélia — 30%

Angola — 15%

Bangladesh — 20%

Bolívia — 15%

Bósnia e Herzegovina — 30%

Botsuana — 15%

Brasil — 50%

Brunei — 25%

Camboja — 19%

Camarões — 15%

Chade — 15%

Costa Rica — 15%

Costa do Marfim — 15%

República Democrática do Congo — 15%

Equador — 15%

Guiné Equatorial — 15%

União Europeia — 15%

Ilhas Malvinas — 10%

Fiji — 15%

Gana — 15%

Guiana — 15%

Islândia — 15%

Índia — 25%

Indonésia — 19%

Iraque — 35%

Israel — 15%

Japão — 15%

Jordânia — 15%

Cazaquistão — 25%

Laos — 40%

Lesoto — 15%

Líbia — 30%

Liechtenstein — 15%

Madagáscar — 15%

Malawi — 15%

Malásia — 19%

Maurício — 15%

Moldávia — 25%

Moçambique — 15%

Mianmar (Birmânia) — 40%

Namíbia — 15%

Nauru — 15%

Nova Zelândia — 15%

Nicarágua — 18%

Nigéria — 15%

Macedônia do Norte — 15%

Noruega — 15%

Paquistão — 19%

Papua Nova Guiné — 15%

Filipinas — 19%

Sérvia — 35%

África do Sul — 30%

Coreia do Sul — 15%

Sri Lanka — 20%

Suíça — 39%

Síria — 41%

Taiwan — 20%

Tailândia — 19%

Trinidad e Tobago — 15%

Tunísia — 25%

Turquia — 15%

Uganda — 15%

Reino Unido — 10%

Vanuatu — 15%

Venezuela — 15%

Vietnã — 20%

Zâmbia — 15%

Zimbábue — 15%

Trump já havia alertado que qualquer país que não tivesse fechado um acordo com os EUA até o dia de hoje (1º) estaria sujeito a tarifas mais altas sobre seus produtos.

No caso do Canadá, o presidente dos EUA disse que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, havia feito contato antes do prazo final para negociações, mas que os dois não chegaram a conversar.

“Não falamos com o Canadá hoje. Ele (Carney) ligou e vamos ver”, disse Trump a repórteres durante um evento na Casa Branca.

Ele ainda afirmou que seria “muito difícil” chegar a um acordo com o Canadá após Ottawa avançar no reconhecimento do Estado Palestino, embora tenha dito depois que essa decisão não seria um “impedimento” para as negociações comerciais.

Fonte: MT ECONOMIAS

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