O fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, foi preso temporariamente na manhã desta terça-feira, 12, durante operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra um esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado (Sefaz-SP).
Também foram detidos o diretor estatutário da Fast Shop, Mario Otávio Gomes, e os auditores fiscais Artur Gomes da Silva Neto e Marcelo de Almeida Gouveia.
Segundo o MP, o grupo recebia propina para agilizar e aumentar indevidamente o ressarcimento de créditos de ICMS a empresas varejistas. A investigação aponta que Artur Gomes, apontado como líder do esquema, coletava documentos, solicitava os créditos e aprovava os próprios pedidos, sem revisão. Em alguns casos, valores superiores aos devidos eram liberados em prazos reduzidos. O Ministério Público estima que as propinas somem cerca de R$ 1 bilhão desde 2021.
As investigações começaram há seis meses e tiveram como ponto de partida o aumento repentino do patrimônio de uma empresa em nome da mãe do auditor. Sem atividade até junho de 2021, a firma passou a receber transferências milionárias da Fast Shop, que somaram R$ 1 bilhão em valores brutos.
Na operação desta terça, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens. Entre os itens apreendidos estão R$ 1 milhão em espécie, criptomoedas, duas sacolas com esmeraldas e documentos. Também foram presas duas contadoras suspeitas de auxiliar na fraude. FONTE:AGENCIA BRASIL
A Sefaz-SP informou que instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta dos servidores e que colabora com a investigação por meio da Corregedoria da Fiscalização Tributária.








