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Garimpeiros ilegais do Sararé provocam onda de devastação em MT que chega até a Bolívia

Publicado em: 02/10/2025
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A ação destrutiva dos garimpeiros que atuam na terra indígena do Sararé, em Pontes e
Lacerda (444 km de Cuiabá) arrasta consigo uma devastação que está acarretando
consequências graves ao meio ambiente e à saúde de populações inteiras em Mato Grosso
devido a poluição causada pelos maquinários, combustíveis e materiais usado no processo
incessante de mineração do ouro.

Em entrevista ao Olhar Direto nesta quarta-feira (1), a superintendente do Instituto
Nacional do Meio Ambiente (Ibama) Cibele Madalena Xavier Ribeiro explicou que até o
momento é impossível precisar a área afetada pelos garimpeiros a nível nacional.
Segundo números do Governo Federal, o território do garimpo do Sararé, só em 2025, atingiu
599 hectares e com mais de 1.814 alertas de garimpo tornando a região a mais afetada do
Brasil pelo garimpo.
Segundo Cibele, o prejuízo ao meio ambiente e o impacto a saúde das comunidades ainda
está sendo levantado, mas estimativas apontam que a poluição já pode ter chegado à Bolívia.
Há 56 dias, uma megaoperação, denominada Xapiri, atua na região para combater o garimpo
ilegal na região do Sararé e durante as ações, tuneis subterrâneos forma descobertos.
Dentro dos tuneis, escavadeiras, galões de combustível, motores, explosivos e armas já
foram encontrados.
Cibele relata que o contato desse material poluidor com o solo está afetando os lençóis
freáticos da região e desde 2017 existem pedidos para que o Ibama avalie a qualidade da
água de Cáceres, que pode estar sendo afetada há muito tempo pela ação do garimpo.
Os garimpeiros, que fazem ondas de migração atrás dos locais onde está o ouro e outros
metais preciosos, estão sob a constante mira das forças de segurança. Conforme
informações obtidas pela reportagem junto a superintendente, os garimpeiros começaram a
abandonar o Sararé e miram agora o município de Aripuanã, a quase 900 quilômetros de
distância.

 

Fonte: Olhar Direto- Igor Guilherme

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