Investigações apontam que advogados e empresários intermediaram decisões de Dirceu dos Santos.
Afastado nesta segunda-feira (2) do cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Dirceu dos Santos apresentou evolução patrimonial suspeita nos últimos cinco anos. Desde 2021, foram movimentados R$ 14.618.546,99 em bens e nas contas do magistrado.
O CNJ apontou ainda que, só em 2023, o patrimônio do desembargador apresentou uma diferença de R$ 1.913.478,48, em relação aos rendimentos dele no Judiciário Estadual.
Por meio de nota, o CNJ informou que a movimentação financeira e evolução patrimonial é apenas um dos indícios de que ele tenha "comercializado" sentenças. As investigações apontam que intermediários - lobistas, empresários e advogados - influenciaram decisões de Dirceu dos Santos junto a Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A decisão pelo afastamento, segundo o CNJ, visa resguardar as investigações e as futuras decisões de Dirceu dos Santos. Ainda nesta segunda, policiais federais cumprem diligências no gabinete do magistrado para recolher arquivos digitais e aparelhos eletrônicos que possam auxiliar as investigações.
Não há informações se outras pessoas foram alvos de busca e apreensão.








