No caso do mato-grossense, o trauma medular ocorreu após um acidente de trânsito, em novembro de 2025. Ele bateu contra um caminhão que, segundo relato, invadiu a preferencial. O impacto causou rompimento completo da medula entre as vértebras T8 e T9.
Em fases anteriores da pesquisa, a substância foi utilizada em um estudo preliminar com oito pacientes com lesões medulares agudas, ocorridas em até 72 horas, que apresentaram diferentes tipos de evolução clínica.
Kawan decidiu participar do estudo após conhecer o procedimento pelas redes sociais. Segundo ele, os avanços apresentados por outros pacientes foram decisivos para despertar o interesse.
“Em setembro, a polilaminina veio a público. Meu acidente aconteceu cerca de um mês e meio depois. Mais tarde, amigos e familiares já comentavam sobre essa descoberta, e a gente também acompanhava as notícias. Ainda é algo experimental, em fase de testes, mas era muito promissor, porque outros pacientes apresentaram evoluções e movimentos significativos. Foi isso que despertou meu interesse”, afirmou.
Segundo o jovem, o foco está na fisioterapia e no acompanhamento contínuo dos resultados para contribuir com o aprimoramento do tratamento.
“Agora é focar na fisioterapia de forma intensiva e contínua, e manter a equipe médica informada sobre cada avanço. Para que eles possam aprimorar ainda mais o tratamento e ajudar o maior número possível de pessoas, principalmente quem tem lesão medular crônica há mais de três meses, casos de anos, 15, 30 anos”, afirmou.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) esclareceu que o Hospital Regional de Rondonópolis cedeu a estrutura para a realização do procedimento, mas que todos os trâmites burocráticos partiram do paciente.
“O tratamento com polilaminina ainda não é fornecido e realizado pelo Estado, pois ainda está em fase de pesquisa”, diz trecho da nota.









