O caso do atropelamento, seguido do sequestro e homicídio de Nathaly foi o terceiro ataque do criminoso iniciado naquela noite.
A sequência de crimes que terminou com um rastro de violência contra três mulheres e duas mortes na BR-163 no domingo, em Itaúba, pode não ter sido planejada. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que os ataques praticados por Emanuel Adolfo Eahlbrinck Jauer, de 22 anos, ocorreram de forma impulsiva e sem qualquer relação prévia entre o suspeito e as vítimas.
“A princípio, não existia nenhuma ligação entre as vítimas, nem entre as vítimas e o suspeito. O que dificulta muito mais esse tipo de investigação”, disse o delegado Thiago Barros, responsável pela região, em entrevista ao veículo local, Jornal Top Dez.
No caso, a jovem Nathaly Gonçalves dos Santos, 19, morreu e outras duas vítimas, uma de 26 anos, e outra de 15 anos, foram identificadas.
A ausência de qualquer relação, segundo o delegado, é justamente o que torna o caso ainda mais grave. O caso do atropelamento, seguido do sequestro e homicídio de Nathaly foi o terceiro ataque do criminoso iniciado naquela noite. Antes dela, ele teria estuprado e tentado assassinar uma jovem de 26 anos e atropelado uma menor de 15 anos. A primeira vítima, inclusive, apenas conseguiu sobreviver porque fingiu que estava morta e pediu socorro logo em seguida.
“Nós vivemos hoje uma epidemia de crimes contra a mulher. É algo que a gente tenta evitar, com atuação da Polícia Civil, do Governo do Estado e da sociedade como um todo. Mas uma tragédia como essa, sem explicação e sem vínculo, torna tudo ainda mais difícil”, afirmou.
De acordo com o delegado, a linha de apuração também indica ausência de planejamento prévio. Para ele, os crimes foram acontecendo em sequência, conforme o deslocamento do suspeito pela cidade.
“Você vê que são crimes reiterados, sem premeditação, que foram acontecendo no decorrer da noite e da madrugada”, disse.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o comportamento do suspeito possa ter sido potencializado, possivelmente por uso de drogas. Imagens analisadas pela equipe reforçam essa linha investigativa, embora ainda não haja confirmação.
“As primeiras imagens que nós temos levam a crer que ele estava utilizando drogas, porque o crime foi praticado de uma forma muito acintosa”, afirmou o delegado, ao mencionar a chance de um "surto psicótico".
Emanuel Adolfo Eahlbrinck Jauer não era residente de Itaúba há muito tempo. Segunsdo o delegado, ele teria vindo do Rio Grande do Sul para trabalhar ná área agrícola.
Sobre o caso, o delegado descreve a sensação de frustração que cerceia a comunidade, tal como as forças de segurança.
“Infelizmente, fica a sensação de impotência. Nosso trabalho agora é de contenção do estrago, porque é uma tragédia sem proporções para a nossa comunidade”, afirmou.







