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Pai amarrava mãos da filha para cometer estupros: 'para muitos era um trabalhador'

Publicado em: 18/05/2026
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Delegado afirma que quem comete este tipo de crime 'não tem cara' e vítimas sofrem caladas.

Sem antecedentes criminais e com rotina considerada comum, parte dos investigados presos durante a Operação Marco Zero, deflagrada nesta segunda-feira (18), não despertava suspeitas, segundo a Polícia Civil de Mato Grosso.

“O agressor não tem cara. Todos nós aqui temos a cara do agressor. Esse crime é cometido entre quatro paredes e, muitas vezes, quem sofre, sofre calado”, afirmou o delegado da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz, durante coletiva de imprensa.

Entre os presos nesta operação, está um pai, suspeito de cometer abusos sexuais contra a própria filha, uma criança de 8 anos de idade. “Hoje, efetuando a prisão, no meu mandado, eu cumpri a prisão de um pai. Ele tinha acabado de chegar do trabalho, trabalhava à noite. Para a sociedade, era um trabalhador”, relatou o delegado.

Além dos abusos sexuais, a criança também sofria agressões físicas. Conforme a polícia, o suspeito amarrava as mãos da menina com uma cinta para cometer os estupros. “É uma situação que causa tristeza até de falar, porque não entra na nossa cabeça uma conduta dessa de um pai, que deveria proteger”, disse o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, o homem chegou a morar com a vítima e, posteriormente, passou a viver em uma residência próxima da família. Ele foi preso preventivamente e deve permanecer afastado da criança. A polícia informou ainda que medidas protetivas poderão ser mantidas mesmo em eventual soltura.

Operação tem 18 alvos

A operação foi deflagrada em referência ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Até o momento da divulgação, dez dos 18 alvos já haviam sido presos. Entre eles, 16 estariam localizados em Cuiabá e Várzea Grande. 

As ordens judiciais foram expedidas pela 14ª Vara Criminal, após parecer favorável da 27ª Promotoria Criminal, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).

As equipes seguem em diligências para localizar os demais investigados, inclusive em outras unidades da federação.

Fonte: MIDIA JUR

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