A Polícia Civil localizou, ontem, os corpos de duas pessoas enterradas em uma área de mata na zona rural de Cocalinho (797 km de Cuiabá), que podem ser de um casal desaparecido desde janeiro do ano passado. Segundo as investigações, Glenia Borges da Silva Souza, de 41 anos, e Deived de Oliveira Ferreira, de 21, foram executados e os corpos ocultados por membros de uma organização criminosa.
As investigações apontaram a participação de, pelo menos, sete faccionados no crime, sendo cinco adultos e dois menores de idade. Os investigados já respondem a processo no Tribunal do Júri por homicídio e ocultação de cadáver.
As buscas foram realizadas após a equipe policial reunir novas informações que indicavam a possível localização das vítimas. Com base nos elementos apurados, os policiais realizaram investigações e buscas minuciosas em campo durante as últimas semanas, até identificar o ponto onde os corpos estavam enterrados.
O local foi imediatamente isolado e preservado para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que confirmou a presença de dois corpos no mesmo local. Os restos mortais foram recolhidos pela Politec e serão submetidos a exames necroscópicos, antropológicos e genéticos, que deverão auxiliar na confirmação da identidade das vítimas e na determinação da causa da morte.
Segundo as investigações, o casal havia saído do Distrito Federal e ido a Cocalinho à procura de emprego. Eles chegaram a comunicar à família a chegada ao município, porém não mantiveram mais contato. Na época do desaparecimento, a Polícia Civil levantou informações de que o caso se tratava de um possível duplo homicídio. Durante as diligências, os indícios coletados apontavam que o casal havia sido mantido em cativeiro e, posteriormente, executado, tendo os corpos sido enterrados em local que até então não havia sido identificado.
O inquérito relacionado aos homicídios já foi encaminhado ao Poder Judiciário com o indiciamento dos envolvidos. Os cinco adultos estão, atualmente, presos. Já os dois menores de idade estão internados em um lar socioeducativo e também respondem a ação.








