Necrópsia apontou duas perfurações no pulmão causadas por instrumento contundente, que seria a cânula que faz a sucção de gordura
Dois médicos foram indiciados nesta segunda-feira (9) por suspeita de homicídio culposo durante uma cirurgia estética que resultou na morte da empresária Jéssica Santiago, no dia 17 de fevereiro em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.
Em depoimento à polícia, os profissionais não falam em erro durante o procedimento e afirmam que a lesão encontrada no corpo da vítima provavelmente foi fruto da pressão durante a reanimação.
Um laudo de exame necroscópico e um laudo pericial complementar apontaram que a causa da morte foi identificada como pneumotórax bilateral provocada por perfuração da parede torácica posterior, ou seja, uma lesão compatível com instrumento cirúrgico usado durante o procedimento estético.
“O laudo de necrópsia apontou duas perfurações no pulmão causadas por instrumento contundente, que seria a cânula que faz a sucção de gordura”, explicou o delegado Gustavo Espíndula, responsável pela investigação do caso.
A investigação é resultado da coleta de depoimentos, requisição de prontuários médicos e documentos hospitalares, bem como a realização de exames periciais pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, a quem compete a análise das provas produzidas e a adoção das medidas judiciais cabíveis








