Uma das vítimas relatou como ocorreu o assalto.
Gilberto de Campos Ramos viveu momentos de tensão durante um assalto ocorrido na última sexta-feira (06.03) em uma loja de venda de materiais de pesca, localizada na avenida Beira Rio, em Cuiabá. Dois criminosos armados invadiram o estabelecimento, renderam clientes e funcionários e levaram a motocicleta da vítima, além de celular, carteira e documentos.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a dupla entra na loja e rende as pessoas que estavam no local. Toda a ação criminosa dura cerca de quatro minutos.
Segundo Gilberto, ele havia ido ao estabelecimento comprar minhocas e equipamentos para uma pescaria programada para o sábado quando foi surpreendido pelos assaltantes.
“Os caras chegaram numa agressividade muito grande falando ‘perdeu, perdeu’ e mandando a gente deitar no chão. Na hora eu travei, não sabia o que fazer”, relatou.
Conforme a vítima, os suspeitos estavam extremamente alterados e apontavam a arma o tempo todo para as pessoas que estavam no local, ameaçando atirar caso alguém reagisse ou olhasse para o rosto deles.
“Eles falavam que iam matar a gente se não obedecesse. A proprietária ficou paralisada e não conseguia deitar. Eles perguntavam se ela queria morrer”, contou.
Durante o assalto, os criminosos exigiram a chave da motocicleta de Gilberto e também levaram seu capacete, celular, carteira com documentos e cartões bancários.
“Eles perguntavam quem era o dono da moto. Eu falei que era eu. Levaram minha moto, meu capacete, meu celular e todos os meus documentos”, revelou.
A vítima relatou ainda que os criminosos chegaram a chamá-lo de “vagabundo”, o que aumentou o sentimento de revolta diante da situação.
“É humilhante. A gente trabalha duro para conquistar as coisas e vem alguém que sai de casa para fazer o mal e ainda chama o trabalhador de vagabundo”, desabafou.
Segundo Gilberto, toda a ação foi marcada por agressividade e ameaças constantes de morte. “Eles estavam muito alterados. O tempo todo mandavam deitar no chão e falavam que iam atirar”, afirmou.
Após o crime, a vítima informou que conseguiu bloquear os cartões bancários. Até o momento, não há informações sobre a identificação ou prisão dos suspeitos.








